'Temos que aplicar o resultado do referendo', diz presidente da Catalunha

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O presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, afirmou nesta quarta-feira (4) que a crise envolvendo a Catalunha e o governo espanhol precisa de uma mediação, sem voltar atrás na defesa pela aplicação do resultado do referendo independentista do último domingo.

“Este momento precisa de mediação. Recebemos inúmeras propostas nas últimas horas e vamos receber mais. Todas elas sabem que estou pronto para iniciar um processo de mediação”, afirmou. “Vou repetir quantas vezes for necessário: diálogo e acordo são parte da cultura política do nosso povo. No entanto, o Estado não deu nenhuma resposta positiva a essas ofertas”, acrescentou.

Os dirigentes catalães garantem que venceram o referendo com 90% dos votos – 2,02 milhões de apoios sobre um censo de 5,3 milhões de eleitores – e agora querem declarar a independência de maneira unilateral. O governo catalão liderado por Carles Puigdemont parece disposto a declarar unilateralmente a independência, o que poderia acontecer já na próxima segunda-feira (9), durante uma sessão do Parlamento regional, de acordo com uma fonte do governo.

Centenas de policiais intervieram em centros de votação, utilizando cassetetes para dispersar os militantes concentrados na frente desses espaços para protegê-los e conseguir realizar a votação. Mais de 800 pessoas ficaram feridas. O governo espanhol considera o referendo ilegal, alegando que a Constituição declara que o país é indivisível.

Durante seu pronunciamento, Puigdemont criticou o rei Filipe VI, que em seu discuso “ignorou as pessoas que foram vítimas de violência policial”.

“O rei faz dele o discurso e as políticas do governo de Mariano Rajoy, que têm sido catastróficos em relação à Catalunha, e ignora deliberadamente a milhões de catalães que não pensamos como eles”, afirmou o presidente catalão, dizendo que “não podemos compartilhar nem aceitar” a mensagem do rei.

A Espanha vive uma de suas piores crises políticas dos últimos 40 anos, desde que o executivo separatista catalão decidiu organizar este referendo de autodeterminação apesar de sua proibição.

Fonte: G1

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