Trump conclama nações para união contra a Coreia do Norte

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sublinhou neste domingo (12), em Hanói, que todas as nações responsáveis devem atuar para impedir que a Coreia do Norte siga ameaçando o mundo.

“A segurança é um objetivo que deveria unir todas as nações civilizadas”, disse, numa conferência de imprensa com o presidente vietnamita, Trang Dai Quang. “Queremos estabilidade, não caos. Queremos paz, não guerra.”

Antes, o americano afirmara na rede social Twitter que seu homólogo chinês, Xi Jinping, aceitou endurecer as sanções contra Pyongyang, em resposta ao programa nuclear norte-coreano. “Ele quer que eles desnuclearizem. Progresso está sendo feito”, completou.

O Vietnam, onde participou de uma cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), é a penúltima etapa do giro de Trump pela Ásia, após o Japão, Coreia do Sul e China. Em Pequim, Trump instara Xi a aumentar a pressão sobre o regime norte-coreano, que em setembro realizou um novo teste nuclear. “A China pode resolver este problema fácil e rapidamente”, afirmou na ocasião.

De Hanói, Trump seguiu para as Filipinas, onde participa da conferência de cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que vai até a próxima quarta-feira. E aproveitou para insistir em seu tema preferido, no momento. “Acredito que a cúpula da Asean vai ser algo muito, muito especial, e estou desejoso de participar. Também vamos discutir a crescente ameaça da Coreia do Norte.”

Reforçando: “Como já disse na Coreia do Sul […], todas as nações responsáveis devem atuar agora para garantir que o desonesto regime da Coreia do Norte não continue a ameaçar o mundo com um número inconcebível de mortes.”

A Asean é formada pela Birmânia, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnam. Em Manila também vão realizar-se reuniões bilaterais e multilaterais entre a China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, União Europeia e Organização das Nações Unidas.

Está também planejado um encontro entre o presidente americano e seu homólogo filipino, Rodrigo Duterte. A imprensa internacional tem se referido à ocasião como “double trouble” (problema dobrado). Desde sua posse, em junho de 2016, Duterte se destaca pelo estilo ditatorial de governar, com total descaso às normas do respeito dos direitos humanos, em especial em sua sangrenta guerra ao narcotráfico nas Filipinas.

Fonte: G1

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