Vistoria aponta problemas de higiene e estrutura em única maternidade pública do AP

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Enfermarias, que estavam superlotadas, apresentaram falta de climatização  (Foto: Divulgação/Ministério Público)Enfermarias, que estavam superlotadas, apresentaram falta de climatização  (Foto: Divulgação/Ministério Público)

Enfermarias, que estavam superlotadas, apresentaram falta de climatização (Foto: Divulgação/Ministério Público)

Falta de climatização, fossa a céu aberto, goteiras, ausência de leitos, mau cheiro, superlotação e outras irregularidades foram constatadas no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), única maternidade pública do Amapá. A vistoria foi realizada no início do mês de agosto pelo Ministério Público Estadual (MP-AP) e a Vigilância Sanitária.

O governo do Amapá informou está adotando medidas como a liberação de cinco salas administrativas, inicialmente, para ampliar a capacidade de leitos na unidade. Além disso, trabalha para inauguração da Maternidade de Parto Normal, na Zona Norte, que está em fase de conclusão com 95% da obra pronta, mas ainda sem data para ser entregue.

Segundo a Promotoria de Defesa da Saúde Pública, logo na recepção era perceptível o mau cheiro que se espalhava por todas as dependências do hospital. O odor vinha da área interna com jardim, localizada no primeiro piso da maternidade, onde teria estourado a tubulação da fossa.

Falta de higiene na maternidade foi um dos pontos detectados em vistoria  (Foto: Divulgação/Ministério Público)Falta de higiene na maternidade foi um dos pontos detectados em vistoria  (Foto: Divulgação/Ministério Público)

Falta de higiene na maternidade foi um dos pontos detectados em vistoria (Foto: Divulgação/Ministério Público)

A promotora de Justiça Fábia Nilci explica que outros problemas foram identificados, como centrais sem funcionamento, gerando calor nas enfermarias, que já estavam superlotadas. Na vistoria, foi constatada grávidas dividindo leitos, infiltrações nas paredes de vários ambientes e banheiros interditados por entupimento.

Na enfermaria do andar superior do prédio foi observado pelo MP que o piso estava constantemente molhado devido o banho dos recém-nascidos em pias, aumentando o risco de queda para pacientes e funcionários.

“As enfermarias têm uma sensação térmica acima do suportável e as pacientes estavam em estado crítico, alguns com hipertensão arterial, que no momento da diligência registraram denúncia sobre a terrível situação que estavam vivendo”, detalhou a promotora.

Além de problemas na estrutura, a vistoria detectou falhas no atendimento, como falta de protocolo de procedimentos operacionais, e medidas de segurança dos pacientes, que em muitos casos, dividem o próprio leito com acompanhantes.

“Recomendamos que essas falhas sejam corrigidas o mais rápido possível e que a Maternidade de Parto Normal seja inaugurada para desafogar a atual demanda na maternidade do Centro. Caso não sejam cumpridas as recomendações, ingressaremos com uma ação civil pública na Justiça”, reforçou Fábia.

Banheiros interditados e fossa acéu aberto foram encontradas em hospital (Foto: Divulgação/Ministério Público)Banheiros interditados e fossa acéu aberto foram encontradas em hospital (Foto: Divulgação/Ministério Público)

Banheiros interditados e fossa acéu aberto foram encontradas em hospital (Foto: Divulgação/Ministério Público)

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) completou que cinco salas de setores administrativos serão remanejadas para o anexo do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA). Com a mudança, três salas serão abertas para enfermarias, ampliando a capacidade de leitos, e as outras duas serão colocadas para serviços ambulatoriais.

Com relação à Maternidade de Parto Normal, o governo informou que lançará, ainda em setembro, o edital de seleção para a escolha da Organização Social de Saúde (OSS) que vai fazer a co-gestão da unidade.

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Fonte: G1

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