Os ventos “macro-ESG” estão favoráveis para quem está no mercado de energia eólica. Ele deve crescer 6% ao ano até 2050 e chegar a 21% da energia gerada no mundo, contra 7%). A Aeris (AERI3), uma das maiores produtoras de pás eólicas independentes do mundo, estreou na bolsa ano passado (2020) e chegou a subir 130% desde seu IPO.

Apesar do forte crescimento das receitas (166% no ano contra ano), demonstrados no último balanço, o lucro foi afetado por níveis de eficiência abaixo do ideal e por perdas cambiais. Por isso, a ação já caiu 12% desde então (da máxima histórica de janeiro desse ano até hoje, a queda é de 25%).

Mas, para Bruno Mauad, gestor de ações da Kapitalo (clique aqui para conhecer o fundo), nosso convidado do Coffee & Stocks de hoje, o cenário para a empresa é muito favorável devido principalmente à forte demanda por pás dentro do setor. Confira abaixo os principais trechos da conversa.

Por que Aeris subiu tanto após o IPO?

Além das notícias positivas que surgiram no setor, a eleição de Joe Biden é uma delas ajudou. Ele tem um programa de isenção tributária para empresas de energias renováveis, e no dia que anunciou isso as ações destas empresas subiram muito. Isso chamou atenção do mercado não só aqui no Brasil.

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Por que caiu tanto após o resultado?

A receita cresceu forte e em linha com o esperado, o impacto foi no aumento do custo. Para nós, isso foi um “susto esperado”, porque é normal nessa indústria. Quando é necessário construir uma pá nova, tem muito custo e pouca receita para criar esse novo molde, mas depois isso estabiliza. O mercado só não sabia que esse susto já vinha agora nesse trimestre.

Os riscos de investir em Aeris

O cenário é muito favorável, mas há riscos. O primeiro é que ela tem poucos clientes grandes, caso da Siemens Gamesa. Se um grande cliente deixa de comprar suas pás ou começa a produzir por conta própria, é um risco para o seu negócio. Mas esse risco não está no radar, pois o mercado ainda está muito favorável para quem vende pá: faltam pás no mundo todo. Os chineses não estão conseguindo produzir tudo que a demanda pede. Recentemente uma reportagem na The Economist mostrou que a madeira usada para produção dessas pás, que existe no Equador, está em falta.

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Conteúdo retirado do site: InfoMoney