A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (31) o texto-base do projeto que define 16 grupos prioritários na vacinação contra a Covid 19 (veja a lista mais abaixo).

O texto inclui categorias atualmente não previstas no Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, entre as quais taxistas, coveiros, profissionais que trabalhem em farmácias e oficiais de Justiça.

Para concluir a votação, os deputados precisam analisar os destaques, isto é, propostas que visam modificar o conteúdo. Essa etapa deve acontecer na próxima semana. Em seguida, a proposta seguirá para o Senado.

O governo federal já divulgou a lista de grupos prioritários previstos no PNI (veja ao final desta reportagem).

Os grupos elencados pelo governo federal somam 77,2 milhões de brasileiros e incluem, entre outros, pessoas com mais de 60 anos, indígenas, trabalhadores do transporte rodoviário de passageiros e caminhoneiros.

O projeto em análise na Câmara prevê algumas categorias já incluídas no PNI, mas acrescenta outros grupos.

O texto altera uma lei aprovada no início deste mês que prevê que a aplicação das vacinas deve observar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, elaborado, atualizado e coordenado pelo Ministério da Saúde.

Em parecer, a relatora, Celina Leão (PP-DF), ressaltou que o governo já estabeleceu grupos prioritários, mas que, diante da escassez de vacinas, é preciso apontar aqueles cuja vacinação é “imprescindível”.

“Infelizmente, não há doses disponíveis para todos os grupos contemplados no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. Por isso, cremos que nós, representantes do povo, temos o dever de indicar grupos cuja vacinação é imprescindível”, afirmou.

Saiba os grupos prioritários previstos pelo projeto em discussão na Câmara:

  • pessoas com deficiência;
  • profissionais de saúde e funcionários que trabalham em ambiente hospitalar;
  • pessoas idosas;
  • pessoas com doenças crônicas e as que tiveram embolia pulmonar;
  • povos indígenas;
  • caminhoneiros e demais motoristas de transporte rodoviário de cargas;
  • trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  • trabalhadores de transporte aquaviário de cargas e passageiros;
  • agentes de segurança pública e privada, desde que estejam comprovadamente em atividade externa;
  • assistentes sociais e conselheiros tutelares que prestam atendimento ao público;
  • trabalhadores da educação do Ensino Básico em exercício nos ambientes escolares;
  • coveiros, atendentes e agentes funerários;
  • taxistas e os mototaxistas;
  • profissionais que trabalham em farmácias;
  • profissionais de limpeza pública;
  • oficiais de Justiça.

Inicialmente, o foco do projeto era garantir acesso a vacinas a caminhoneiros e profissionais responsáveis pelo transporte de cargas durante a pandemia da Covid-19, porém, por acordo entre as lideranças, a relatora decidiu expandir o número de categorias.

Lista do Ministério da Saúde

Nesta terça-feira (30), o Ministério da Saúde atualizou a lista de prioridades da vacinação contra a Covid-19. Veja a ordem dos grupos prioritários, segundo o Plano Nacional de Imunização:

  • Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas;
  • Pessoas com deficiência institucionalizadas;
  • Povos indígenas vivendo em terras indígenas;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Pessoas de 75 anos ou mais;
  • Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas;
  • Povos e comunidades tradicionais quilombolas;
  • Pessoas de 60 a 74 anos;
  • Pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente grave;
  • Pessoas em situação de rua;
  • População privada de liberdade;
  • Funcionário do sistema de privação de liberdade;
  • Trabalhadores de educação;
  • Forças de segurança, salvamento e Forças Armadas;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  • Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
  • Trabalhadores de transporte aéreo;
  • Trabalhadores de transporte de aquaviário;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores portuários;
  • Trabalhadores industriais.

Conteúdo retirado do site: G1 da Globo