Após implementar novas medidas de relaxamento relacionadas à quarentena, o governo de São Paulo anunciou na quinta-feira (4) que está negociando a compra de mais 20 milhões de doses da vacina CoronaVac — além das 100 milhões previstas no acordo firmado entre o laboratório Sinovac e o Ministério da Saúde.

A informação foi divulgada pelo governador João Doria (PSDB) em entrevista à agência de notícias Reuters. O objetivo, segundo ele, é “evitar a falta de vacinas para os brasileiros no estado de São Paulo”.

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Ainda não foi definido se as doses poderão ser incorporadas ou não ao Programa Nacional de Imunização (PNI) contra a doença, conduzido pelo Ministério da Saúde. O governador também não confirmou se os imunizantes serão adquiridos prontos ou como matéria-prima.

Novo lote de insumos acelera o processo de produção de novas doses do imunizante CoronaVac. Imagem: Rafael Serathiuk/Shutterstock

Mais insumos

Também nesta quinta, o Instituto Butantan confirmou que recebeu mais 5,4 mil litros de insumos da China. Com a matéria-prima, o instituto vai produzir nos próximos 20 dias cerca de 8,6 milhões de doses do imunizante. De acordo com o Butantan, as vacinas produzidas a partir desse lote de matéria-prima serão entregues no dia 25 de fevereiro ao Ministério da Saúde.

O diretor do instituto, Dimas Covas, declarou que outros 5,6 mil litros de insumos já estão em “processo avançado de liberação pelo governo chinês”. A boa notícia, é que o próximo lote pode chegar ao Brasil na próxima quarta-feira (10).

O instituto também informou que continua negociando o recebimento de oito mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), o necessário para cumprir o contrato firmado com o Ministério da Saúde, que prevê a produção de 54 milhões de doses da vacina CoronaVac.

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De acordo com as previsões do Butantan, o instituto deve receber até o mês de abril o total de insumos necessários para produzir 46 milhões de doses do imunizante contra a Covid-19.

Fonte: G1

Conteúdo retirado do site: Olhar Digital