O DEM decidiu reunir a executiva do partido neste domingo (31) para definir a posição final da legenda na eleição para a presidência da Câmara, nesta segunda (1º). O encontro foi convocado pelo presidente nacional da sigla, ACM Neto.

O partido liderou o lançamento da candidatura do líder do MDB, Baleia Rossi (SP), mas agora discute três cenários: se manter no apoio a Baleia Rossi, migrar para a candidatura de Arthur Lira (PP-AL) ou definir uma posição de neutralidade oficial na disputa.

A definição do DEM é vista como decisiva pelos dois lados. Se mantiver a aliança com Baleia Rossi, o partido dá chances ao candidato do atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) que aparece em desvantagem nas projeções de votos.

Se os democratas migrarem para o barco de Lira, líder do Progressistas e apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, a candidatura se fortalece e chega como favorita para a eleição desta segunda.

Análise: o cenário da disputa pelo comando da Câmara dos Deputados

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Outros partidos aguardam a decisão do DEM para também se posicionarem. É o caso do Solidariedade – que já esteve com Arthur Lira, passou para o lado de Baleia Rossi, mas enfrenta uma divisão interna que pode levar a nova mudança no alinhamento.

Se o DEM ficar com Baleia Rossi, a legenda comandada pelo deputado Paulinho da Força tende a seguir o mesmo caminho. Se o DEM decidir apoiar Lira, o Solidariedade faria o mesmo movimento.

Em conversas com o blog, deputados do DEM dos dois lados garantiam que tinham mais assinaturas que o grupo contrário – mas admitiam, por outro lado, ainda não ter atingido a maioria absoluta (16 dos 31 parlamentares da legenda) para oficializar a adesão.

Os partidos têm até amanhã, às 12h, para fecharem com um dos blocos.

Candidato a presidência da Câmara precisa de 257 votos para se eleger

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Os adversários de Arthur Lira no DEM afirmam que não faria sentido o partido, que vinha se antagonizando com o presidente Jair Bolsonaro, aderir a uma candidatura apoiada pelo Palácio do Planalto. Essa postura, diz o grupo, tiraria a força do partido na eleição presidencial de 2022.

Já os aliados de Arthur Lira dentro do DEM argumentam que são maioria no partido e que, mesmo que a legenda decida não entrar em nenhum dos blocos, a maioria dos deputados acabará votando no candidato preferido por Bolsonaro.

A votação para presidente da Câmara é secreta. Por isso, mesmo que o partido defina posição, não há como identificar e/ou punir votos que divirjam da orientação de cada sigla.

Conteúdo retirado do site: G1 da Globo