Sharon O’Donnell, ex-funcionária da Riot Games, estúdio responsável por jogos como League of Legends e Valorant, está processando o CEO da empresa, Nicolo Laurent, por assédio sexual. O’Donnell, que é ex-assistente do executivo, afirma que Laurent enviou mensagens de texto com teor sugestivo e propostas de cunho sexual. 

Em uma delas, a ex-assistente afirma que Laurent fez um trocadilho com as palavras “come (vir)” e “cum (gozar)”, sugerindo que ela “gozasse” até sua casa, enquanto sua esposa estava viajando. Em uma outra mensagem anexada ao processo, Laurent teria sugerido que sua esposa tem ciúmes de mulheres bonitas, o que faria com que ela tivesse ciúmes de Sharon. 

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O’Donnell segue em sua acusação descrevendo o que classificou como um padrão de assédio, relatando que Laurent teria comentado sobre o tamanho de suas cuecas, dizendo gostar de roupas íntimas justas, além de ter dito a ela para ser mais feminina e que as mulheres poderiam lidar com o estresse relacionado ao COVID 19 tendo filhos. 

Laurent também teria perguntado a O’Donnell se ela conseguiria “lidar com ele quando eles estivessem sozinhos em casa”. O processo ainda diz que ela foi demitida da empresa, em julho de 2020, por ter se recusado a ir até a casa do executivo. 

Riot já sofreu outras acusações de discriminação sexual

Em nota enviada para a Vice Games, a Riot afirmou que por se tratar de acusações contra um líder executivo, um comitê especial do Conselho de Administração da empresa seria convocado para supervisionar as investigações, que estão sendo conduzidas por um escritório de advocacia externo. Além de que Nicolo Laurent prometeu total cooperação e apoio às investigações. 

As acusações de Sharon O’Donnell se encaixam em um padrão de comportamento discriminatório contra mulheres que já chegou a causar problemas para a Riot. Em 2018, o portal Kotaku publicou uma série de relatos de funcionários sobre uma cultura sexista dentro da empresa. 

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Em 2019, o Los Angeles Times relatou que a Riot pagaria uma indenização de US$ 10 milhões (cerca de R$ 53 milhões na cotação atual) para resolver um processo por discriminação de gênero movido por cerca de 1000 funcionárias. Entretanto, em 25 de janeiro, a justiça permitiu que o caso fosse movido para arbitragem individual. 

“A Riot Games é uma cultura dominada pelos homens. Funcionárias, incluindo a Plaintiff, são discriminadas, assediadas e tratadas como cidadãs de segunda classe. Existem muito poucas mulheres executivas na Riot”, dizia a ação coletiva. 

Via: Venture Beat

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Conteúdo retirado do site: Olhar Digital