Hospital de Base de RO diz que grávida que pediu ajuda pelo WhatsApp antes de morrer teve crise psicótica

Luciene Gomes morreu no Hospital de Base em Porto Velho. Marci Meira, coordenadora da Maternidade e do Centro Obstétrico do HB, descreveu a situação da paciente antes de morrer.

Após a morte da grávida Luciene Gomes, de 35 anos, no Hospital de Base Ary Pinheiro em Porto Velho, a responsável pela maternidade e centro obstétrico da unidade de saúde relatou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), o que teria acontecido com a gestante.

Luciene deu entrada no Hospital de Base no final de julho e morreu no local. Amigos e familiares da gestante informaram que ela chegou a pedir ajuda por WhatsApp antes de morrer.

De acordo com a ginecologista obstetra e responsável pela maternidade e centro obstétrico do hospital, Márcia Meira, Luciene deu entrada no Hospital de Base devido uma crise respiratória, e não porque estava entrado em trabalho de parto.

“A nossa usuária nos procurou no dia 29. Ela foi encaminhada do pré-natal de alto risco, portanto era para ser atendida aqui e o motivo do encaminhamento não foi para fazer o parto. O motivo foi que que ela tinha asma, um problema respiratório e estava em crise, e assim foi feito. Ela internou a noite, foi solicitado, como é de protocolo todos os exames e instituído o tratamento para asma”, disse Márcia.

Luciene, ainda segundo Márcia Meira, estava agitada no dia seguinte a internação e passou por avaliação psiquiátrica.

“No dia seguinte, logo cedo, ela estava muito agitada. Foi solicitada uma avaliação dos especialistas, para a gente ter um acompanhamento adequado. Esse especialista seria o psiquiatra. Ele fez o atendimento e passou o medicamento e colocou como uma crise psicótica. Ela estava com pensamentos que sentia que estavam querendo matá-la”, descreveu.

A coordenadora ainda falou sobre o momento em que Luciene foi levada da maternidade para o centro obstétrico.

“No final da manhã, ela insistia que estava em trabalho de parto e portanto saiu da maternidade e foi para o centro obstétrico para ser avaliada. Lá a equipe avaliou e não entendeu que estivesse em trabalho de parto, porém a deixou no centro obstétrico, mas isso por conta da insistência dela”, falou.

A coordenadora comemorou o fato de o bebê estar vivo e falou sobre o trabalho da equipe médica na situação. “A cada 10 pessoas que têm uma parada cardiorrespiratória, apenas uma escapa. A nossa equipe conseguiu salvar essa criança, ou seja, não demorou para anestesiar e toda a situação de reanimar não foi mais de sete minutos. A criança está viva”, disse.

Investigação continua

Sobre caso de Luciene no Hospital de Base, Márcia diz que está sendo investigado. “O que aconteceu está sendo apurado também em documentação, com a medicação, o tempo que foi preciso para ter executado toda essa atividade com a nossa equipe. Infelizmente foi uma fatalidade. Tudo o que o hospital e a equipe poderia fazer, foi feito”, finalizou.

Um boletim do ocorrência foi registrado relatando o fato como negligência médica e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero).

FONTE: G1/RO

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