Vagner Mancini admitiu que o Red Bull Bragantino foi superior ao Corinthians na noite dessa segunda-feira e tentou explicar a derrota na Neo Química Arena.

“De uma maneira geral, faltou concentração no início, uma leitura mais adequada para aquele momento do jogo, e numa saída de bola a gente toma o gol com dois minutos e você tem de se abrir mais. Até mesmo a marcação da nossa equipe foi muito prejudicada em função de ter de adiantar o Jô e o Cazares, e essa bola passou a entrar com mais facilidade no meio campo, tornando a equipe instável na marcação”.

A derrota derrubou o Corinthians para o 10º lugar, agora a seis pontos do G6.

“Nos complica, porque nosso adversário de hoje passa a brigar. Temos de somar esses pontos”.

Nem por isso, Mancini externou uma torcida pessoal pelo Palmeiras, que jogará a final da Copa Libertadores da América com o Santos e, se for campeão, pode abrir uma vaga ao torneio continental via Brasileirão.

“E eu torço para o Corinthians, não torço para ninguém, nem time A, B ou C. Sou fundamentado no meu trabalho”.

Leia a entrevista coletiva de Vagner Mancini, na íntegra:

Comparação com Derby
“Semelhante ao que aconteceu com Palmeiras, mas de uma maneira diferente. Sabíamos que íamos enfrentar uma equipe encaixada, leve, e essa maneira de jogar fez com que nossa maneira fosse neutralizada. Tentamos na velocidade equilibrar o jogo, por isso a entrada de Léo Natel e Otero, para chegar à linha de fundo. Mas, de uma maneira geral, faltou concentração no início, uma leitura mais adequada para aquele momento do jogo, e numa saída de bola a gente toma o gol com dois minutos e você tem de se abrir mais. Até mesmo a marcação da nossa equipe foi muito prejudicada em função de ter de adiantar o Jô e o Cazares, e essa bola passou a entrar com mais facilidade no meio campo, tornando a equipe instável na marcação”.

Substituições no intervalo
“A intenção era voltar mais agressivo, voltar com mais força em campo, porque o que eu vi no primeiro tempo foi a equipe do Red Bull nos surpreendendo, adiantando a marcação”.

Faltou repertório?
“Nós tentamos de todas as formas na segunda etapa, mudamos a equipe, deixamos só um volante em campo, tentamos deixar atletas de velocidade no jogo, porque faltou velocidade. Tínhamos de ter, além da bola, uma volúpia mais agressiva do jogo. Melhorou na segunda etapa. Embora não fizesse um bom jogo, ao menos equiparou em termos de briga, de jogo. Em termos de repertório, faltou muita coisa ao Corinthians hoje, a estratégia montada foi tento de ser modificada por tomar gol muito cedo, isso faz com que você tenha de se expor, e quando você encontra uma equipe bem montada e confiante, as coisas tendem a ficar mais difícil. Enfrentamos uma equipe que mereceu a vitória. E nós, desde os 2 minutos, tivemos de correr atrás de um resultado. Numa situação dessa, aparecem muito mais os erros, e hoje talvez a gente tenha poucos acertos. O melhor acerto foi equiparar na força de vontade na segunda etapa, mas foi muito abaixo do que poderia ser”.

Vai torcer para o Palmeiras
“Nós mudamos a meta, é verdade, até porque atingimos a primeira, e óbvio que a segunda é bem mais difícil. Não é simplesmente achar que vai chegar, tem de merecer, e hoje ficamos distante de uma equipe que quer chegar no G6, mas de maneira alguma vamos nos abater ou jogar a toalha. Sabemos que podemos jogar mais, foi um jogo atípico, é hora dos ajustes, aprender com os erros, para a equipe melhorar e alcançar o segundo objetivo. E eu torço para o Corinthians, não torço para ninguém, nem time A, B ou C. Sou fundamentado no meu trabalho”.

Motivo da oscilação
“Lógico que nos atrapalha muito, seis pontos foram jogados fora e isso acaba frustrando a todos, mostrando alguns erros da equipe. É hora de respirar fundo, saber que tem muito a ser jogado, a equipe não foi bem, mas é seguir firme, forte, sabendo que quinta estaremos em campo novamente e temos de melhorar”.

Falta de reforços e G6
“Eu sou muito realista e eu tenho na mão um elenco que me deu retorno rapidamente, tenho de confiar com esses atletas, não posso ficar sonhando com o que pode ser real ou irreal. Sabemos que temos limitações e temos atletas que são capazes de realizar o que a gente monta em termos de estratégia de jogo, plano tático… Temos de absorver essa derrota, porque foi muito chata, temos de aceitar isso e fazer os ajustes necessários para quinta ser melhor. Em termos de G6, nos complica, porque nosso adversário de hoje passa a brigar. Temos de somar esses pontos”.

Dúvida no meio e estratégia contra estrelas do rival
A opção pelos volantes vai muito da estratégia. Sabíamos que enfrentaríamos uma equipe veloz, uma equipe de transição, em todas as ações sabíamos que teríamos de ter uma atividade física intensa na partida. O gol cedo atrapalhou isso. E o quadrado central sofreu com isso. A partir do momento que tivemos de abrir esse quadrado e ele virou um retângulo, isso acabou sendo determinante para a gente ter dificuldade. A estratégia em cima do Claudinho e do Arthur, era para a bola não chegar, por isso a opção por Gabriel e Ramiro, porque eles têm um poder de marcação maior que Camacho, Cantillo, e foi a dupla que nos estabilizou com aquela sequência de quatro vitórias, não posso esquecer do que eles fizeram naquele momento, por isso a opção por eles”.

Como chegar à Libertadores
“Vencendo as partidas. Se não tivermos vitórias em sequência, fica difícil sonhar com isso. Esses pontos não voltam mais, não podemos nos abater. Essa é nossa missão, somar esses pontos fora de casa para reequilibrar a campanha”.

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Conteúdo retirado do site: Gazeta Esportiva