A missão da Osiris-REx no asteroide Bennu está chegando ao fim. A espaçonave deve deixar o corpo celeste em 10 de maio para retornar à Terra. A previsão é que a cápsula de retorno aterrisse por aqui em 24 de setembro de 2023.

A escolha de maio não foi aleatória. Segundo Michael Moreau, gerente assistente de projeto da Osiris-REx, essa data favorece a manobra de volta porque vai consumir a menor quantidade de combustível.

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Outra vantagem de voltar em maio é a possibilidade de fazer um sobrevoo ao redor de Bennu. Se ocorrer, ele vai permitir uma observação final do asteroide para avaliar como o contato da espaçonave com sua superfície pode ter alterado o local de coleta das amostras.

Essa atividade está programada para o início de abril e a ideia é observar a região a uma distância de aproximadamente 3,2 quilômetros. O processo de coleta de amostras ocorreu em 20 de outubro de 2020.

Quando fez a coleta de amostras no asteroide, a Osiris-REx reuniu uma quantidade razoável de material da superfície – é provável que tenha excedido a quantidade mínima determinada, de 60 gramas.

Na ocasião, a superfície do asteroide foi consideravelmente afetada, já que a ferramenta entrou quase 50 centímetros no solo de Bennu. Além disso, os propulsores da Osiris-REx espalharam material da superfície quando foram ligados.

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Sobrevoo único para observação

A ideia é fazer um único sobrevoo, como os que foram feitos durante a fase de observação do asteroide, em 2019. Durante a atividade, a Osiris-REx deve captar imagens em alta resolução dos hemisférios norte e sul e da região equatorial de Bennu. Depois, o material pode ser comparado com as imagens obtidas em 2019.

Outro objetivo dessa observação é verificar se os instrumentos da Osiris-REx estão funcionais. Isso porque eles podem ter sido cobertos por poeira durante a etapa de coleta de amostras. Entre os acessórios a serem analisados estão o conjunto de câmera, o espectrômetro de emissão térmica, o espectrômetro infravermelho e visível e o altímetro laser.

A avaliação dessas ferramentas vai ajudar a equipe a definir se a espaçonave pode ser enviada para outras missões depois que trouxer as amostras para a Terra. O material virá na cápsula de retorno, que deve aterrissar em Utah.

Depois, as amostras serão levadas para o Johnson Space Center, em Houston, e distribuídas para laboratórios de todo o mundo. Assim, vários cientistas poderão estudar a formação do Sistema Solar e da Terra.

Fonte: Nasa

Conteúdo retirado do site: Olhar Digital