Depois da manifestação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre o maior vazamento de dados da história do Brasil, ocorrido no mês passado, agora, a polícia federal abriu inquérito para investigar a ação.

O objetivo é descobrir a fonte do vazamento das informações de 223 milhões de pessoas, e identificar os possíveis criminosos. O megavazamento expôs informações não só de cidadãos, mas também de autoridades do país.

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De acordo com o G1, a abertura do inquérito foi motivada por um pedido enviado à corporação no dia 28 de janeiro pela própria ANPD. Cabe lembrar que o órgão da administração pública federal tem como atribuição acompanhar assuntos relacionados à proteção de dados pessoais e ainda zelar pelo cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Polícia federal investigará o maior vazamento de dados já ocorrido no Brasil. Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Além disso, também nesta quarta-feira (03), o Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que vai incluir o vazamento e a possível venda pela internet de CPFs e dados pessoais dos ministros no conhecido como inquérito das fake news. O ministro Alexandre de Moraes disse que “a comercialização de informações e dados privados e sigilosos de membros desta Corte [STF] atinge diretamente a intimidade, privacidade e segurança pessoal de seus integrantes”.

Vazamento de dados

O maior vazamento de informações já ocorrido no Brasil expôs informações de 223,74 milhões de brasileiros, incluindo autoridades como o presidente Jair Bolsonaro e ministros do STF. Surpreendentemente, alguns dados destas autoridades também foram encontrados sendo vendidos na web. As informações estão sendo comercializadas em pacotes a partir de US$ 500.

Diferente de outros vazamentos, este expôs informações muito mais detalhadas dos brasileiros. Neste sentido, foram vazados CPF, nome, endereço, renda, imposto de renda, fotos de rosto, participantes do Bolsa Família, scores de crédito, entre outros.

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Por conta do vazamento de dados de ministros, STF incluiu caso ao inquérito das fake neews. Créditos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Inicialmente, a suspeita era que as informações tivessem origem no Serasa Experian. Isso porque, entre os dados divulgados, estão a pontuação de crédito dos indivíduos, bem como dados de um sistema interno da empresa chamado Mosaic. No entanto, a companhia afirmou que realizou investigações profundas em seus sistemas e que não achou brechas.

Via: G1/Estadão

Conteúdo retirado do site: Olhar Digital