O Instituto Butantan deve produzir a CoronaVac sem depender de matéria-prima importada da China a partir de dezembro deste ano. A nova fábrica de 10 mil m² da instituição serão finalizadas em outubro, o que permitirá a produção nacional de 100 milhões de doses do imunizante por ano.

Com a nova estrutura, o Butantan deve concretizar a transferência de tecnologia da CoronaVac e assumir sua produção até o fim de 2021. Atualmente, o instituto importa o insumo e fica responsável pelo envase da fórmula. “Nós temos dezenas de funcionários trabalhando em jornadas de dez horas por dia para concluir a fábrica até outubro”, diz João Doria, governador do Estado de São Paulo.

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Segundo ele, em outubro, novembro e dezembro, os equipamentos serão instalados no espaço para que o trabalho possa ser iniciado. “Assim, em dezembro deste ano, teremos a primeira dose da vacina do Butantan 100% produzida no Brasil”, completa.

Anúncio de produção nacional da CoronaVac foi feito pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria. Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Distribuição nacional

Doria anunciou, ainda, o início do envio de mais doses de CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do ministério da Saúde. Ao todo, serão 5,6 milhões de doses do imunizante no período de 5 de fevereiro a 5 de março — 65% a mais do que o volume previsto anteriormente.

Na terça-feira (23), foram enviados cerca de 1,2 milhão de doses da vacina. Mais 900 mil frascos do imunizante devem ser entregues pelo Instituto Butantan nesta quarta-feira (24). “O Instituto Butantan hoje lidera a distribuição de vacinas no país”, destaca Doria.

Ele lembra que o Brasil vai receber, até 30 de abril, 46 milhões de doses da vacina e, até 30 de agosto, mais 54 milhões de unidades. “Até 30 de agosto, teremos entregue 100 milhões de doses do imunizante do Butantan”, reforça.

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Via: Uol

Conteúdo retirado do site: Olhar Digital