quarta-feira, julho 8, 2020
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Protestos contra o racismo voltam a tomar as ruas dos EUA

Protestos após a morte de George Floyd completam 7 dias: entenda o caso

Protestos após a morte de George Floyd completam 7 dias: entenda o caso

Na véspera, o presidente Donald Trump chegou a dizer que era “um aliado das manifestações pacíficas”, mas pediu que os estados endurecessem a força policial contra vândalos e ameaçou chamar Forças Armadas caso a violência continuasse no país. Ele ainda reforçou o pedido para que governadores e prefeitos convocassem a Guarda Nacional para conter tumultos.

O pedido, entretanto, recebeu rechaço de alguns políticos, como o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. “Não precisamos que a Guarda Nacional venha à cidade”, afirmou, acrescentando que os 36 mil policiais são suficientes para lidar com as manifestações.

“Quando forças armadas de fora vêm às nossas comunidades, especialmente nessas situações tensas para as quais não foram treinados, é um cenário perigoso”, completou.

Manifestantes fazem ato contra o racismo na Foley Square, em Nova York (EUA), nesta terça-feira (2) — Foto: Yuki Iwamura/AP Photo

Veja abaixo um breve resumo dos protestos desta terça (2)

Washington endurece cerco

Manifestantes penduram bandeira dos EUA de cabeça para baixo em cerca em frente à Casa Branca, em Washington, nesta terça (2) — Foto: Evan Vucci/AP Photo

Um dia depois de afirmar que poderia convocar forças armadas para intervirem nos protestos antirracismo, o governo norte-americano continuou a reforçar a necessidade de medidas enérgicas contra distúrbios e saques, sobretudo em Washington.

O secretário de Justiça dos EUA, William Barr, responsável por dirigir as medidas de segurança na capital, disse que a vigilância vai aumentar nesta terça-feira.

“Vamos ter ainda mais recursos para cumprimento da lei e apoio na região nesta noite”, afirmou Barr, em comunicado.

Veículo militar passa em Washington diante de manifestantes em protesto antirracista nesta terça (2) — Foto: Alex Brandon/AP Photo

A decisão foi tomada um dia depois de um confronto entre policiais e manifestantes enquanto Trump discursava. Fontes disseram à agência Associated Press que o tumulto começou porque as forças de segurança tentavam abrir caminho para o presidente visitar uma igreja depredada nos protestos perto da Casa Branca — o que gerou críticas de autoridades religiosas da cidade.

Um novo toque de recolher está previsto para Washington nesta terça. Centenas de integrantes da Guarda Nacional viajaram à capital para reforçar o patrulhamento.

Policial foi filmado com o joelho sobre o pescoço de George Floyd — Foto: AFP/Facebook / Darnella Frazier

George Floyd morreu em 25 de maio após ser filmado com o pescoço prensado pelo joelho de um policial branco em Minneapolis. O ex-segurança, que era negro, foi alvo da operação policial por supostamente tentar pagar uma conta em uma mercearia com nota falsa de US$ 20, segundo a imprensa norte-americana.

As imagens reacenderam a questão racial dos Estados Unidos e deram início a uma série de protestos antirracismo que tomaram conta do país. Com a comoção nacional e mundial, o policial filmado ajoelhado sobre o pescoço de Floyd foi preso e formalmente acusado de homicídio.

Uma primeira perícia, oficial, não indicou evidências de que Floyd morreu por asfixia. Entretanto, outras autópsias indicaram que, sim, o ex-segurança foi morto por sufocamento.

PROTESTOS POR MORTE DE GEORGE FLOYD

Fonte: G1

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