Sete motivos para pessimismo | Blog do Helio Gurovitz

Quem entende de números sabe que, ainda que a diferença para Fernando Haddad tenha caído nas últimas pesquisas, a probabilidade de vitória de Jair Bolsonaro no próximo domingo é superior a 90%, ou mesmo 95%. A menos que estejamos diante de um terremoto político ou de um erro colossal dos institutos, já na noite de domingo Bolsonaro será o presidente eleito do Brasil.

Desde o início, sua candidatura foi tratada como uma calamidade que põe a democracia em risco por uns, como salvação que resgatará a ordem e a felicidade da nação por outros. Não é nenhuma das duas coisas. Bolsonaro nem é o fascista que a esquerda apavorada ama odiar, nem o liberal que a direita ilustrada adoraria amar.

Seu governo é um ponto de interrogação. Diante da incógnita, sem um programa consistente debatido na campanha, a maioria dos brasileiros parece decidir-se por um salto no escuro. Tenho respeito pelos otimistas, por quem acredita que no final tudo se acerta. Não estou entre eles. Eis os principais motivos que me levam a ser pessimista em relação ao futuro governo Bolsonaro:

Adoraria estar errado. Nada me deixaria tão feliz profissionalmente como, depois da posse e com o avanço do futuro governo, ter de reavaliar (ou mesmo me retratar) sobre qualquer um dos itens acima.

Fonte:G1

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