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Bets no Brasil: saldo deve ser retirado até 5 de outubro antes de sites saírem do ar

MP extingue apostas online no país, prevê multa de até R$ 2 bilhões e devolução de valores pelos bancos entre 9 e 14 de outubro.

Redação Enfoco•
Bets no Brasil: saldo deve ser retirado até 5 de outubro antes de sites saírem do ar
Foto cogdogblog, CC0 1.0, via flickr

Quem tem dinheiro parado em uma plataforma de apostas precisa agir rápido. O prazo para sacar o saldo por conta própria termina no dia 5 de outubro, às 23h59. Depois disso, o site sai do ar e a devolução deixa de estar nas suas mãos.

A regra vale porque o presidente Lula assinou uma medida provisória que acaba com a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das bets em todo o país. O argumento central do governo é de saúde pública.

O que fazer com o saldo agora

O calendário é curto e tem etapas bem separadas. Se você deixar para depois, perde o controle sobre como e quando recebe.

  • Até 5 de outubro, às 23h59: retirada voluntária pelo próprio apostador, direto na plataforma.
  • 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas devem sair do ar.
  • De 9 a 14 de outubro: as instituições financeiras ficam responsáveis por devolver os valores que sobraram.

O ponto de atenção é o que acontece depois que a plataforma fecha. A devolução passa a depender dos bancos e, em último caso, da Caixa. Não há um prazo individual claro divulgado para quem precise reclamar caso o banco não localize seus dados. Por isso, sacar antes do dia 5 é o caminho mais seguro.

Se você já tem o hábito de conferir dinheiro esquecido, o raciocínio aqui é parecido: quanto antes você conferir se há valores em seu nome, menor o risco de deixar recurso preso em algum sistema.

Por que o governo derrubou as bets

O governo apresentou números para justificar a decisão. Segundo dados citados na medida, os atendimentos do SUS ligados ao jogo patológico cresceram cerca de 140% entre 2018 e 2025.

Um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, também citado pelo governo, aponta custo social anual de R$ 38,8 bilhões associado aos jogos. Desse total, R$ 30,6 bilhões, ou 79%, estão ligados à saúde.

As empresas tinham autorização formal para operar. Foram 85 outorgas concedidas, cada uma paga por R$ 30 milhões, o que soma R$ 2,55 bilhões. A medida veda indenização, mas não detalha como ficará a situação desse dinheiro já pago pelas companhias.

Multa, exclusão e o que continua valendo

Para quem insistir em operar fora das regras, a punição prevista chega a R$ 2 bilhões. Há ainda um projeto de lei separado, que ainda não foi aprovado, prevendo penas de até 6 anos de reclusão para exploração ilegal de apostas.

A medida não atinge outras modalidades de loteria que já têm autorização prevista em lei. Quem gosta de jogos oficiais, como a Lotofácil e demais sorteios da Caixa, segue com as apostas tradicionais funcionando normalmente.

Para quem já tentava se afastar do jogo, existe a plataforma de autoexclusão mantida pelo Ministério da Fazenda, com bloqueio por período mínimo de 1 mês.

O que ainda pode mudar

A medida provisória já está em vigor, mas precisa passar pelo Congresso. Os parlamentares têm até 120 dias para votar o texto, sob risco de a norma perder a validade.

Enquanto isso, a orientação prática para o apostador é uma só: não deixe o saldo para a última hora. A partir do dia 6 de outubro, com os aplicativos fora do ar, a recuperação do dinheiro depende de terceiros e do cumprimento do calendário pelos bancos.

Fonte: Agência Brasil

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