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Observatório Nacional aponta oito planetas candidatos a abrigar vida, e um tem 98% de semelhança com a Terra

O estudo filtrou mais de 6 mil exoplanetas por raio, densidade, atmosfera e posição na zona habitável. O finalista, GJ 1002b, fica a 16 anos-luz daqui.

Redação Enfoco•
Observatório Nacional aponta oito planetas candidatos a abrigar vida, e um tem 98% de semelhança com a Terra
Foto Agência Brasil/EBC, licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil

Pesquisa do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, selecionou oito exoplanetas com potencial para abrigar vida. O trabalho é de Fábio Calabrio Evangelista da Silva, com orientação de Marcelo Borges Fernandes.

O estudo partiu do banco de dados da NASA, com mais de 6 mil exoplanetas já descobertos, e aplicou filtros sucessivos.

Os critérios

  • Raio e densidade parecidos com os da Terra, o que sugere planeta rochoso e não gasoso
  • Posição na zona de habitabilidade, também chamada de zona dos cachinhos dourados: nem perto demais da estrela, onde a água evapora, nem longe demais, onde congela
  • Atmosfera, pressão e temperatura de superfície compatíveis com água líquida

Água líquida é o critério central porque é o único ambiente em que conhecemos vida.

O finalista

O planeta mais parecido com o nosso é o GJ 1002b, com 98% de similaridade segundo o estudo.

CaracterísticaGJ 1002b
Distância da Terra16 anos-luz
Descoberto em2022
Período orbital10 dias
Estrelaanã vermelha

O período orbital de 10 dias chama atenção: o planeta fica muito perto da estrela. Isso funciona porque anã vermelha é bem menos quente que o Sol, então a zona habitável dela é mais próxima.

O que 98% de similaridade não significa

Não significa que há vida lá, nem que dá para morar. Significa que os parâmetros medidos até agora se aproximam dos terrestres.

Ainda faltam informações decisivas: composição exata da atmosfera, presença de água confirmada, campo magnético para proteger a superfície da radiação da estrela.

Anã vermelha, aliás, é um problema conhecido: são estrelas com explosões frequentes, que podem arrancar a atmosfera de um planeta próximo.

Dezesseis anos-luz é longe

Com a tecnologia atual de propulsão, uma sonda levaria dezenas de milhares de anos para chegar. A pesquisa desses mundos é feita por observação, não por visita.

O que vem por aí são telescópios capazes de analisar a luz que atravessa a atmosfera do planeta, buscando assinaturas químicas associadas a processos biológicos. É assim que a pergunta será respondida, se for.

Fonte: Observatório Nacional

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