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Sancionada a lei que cria regime tributário especial para datacenters no Brasil

O Redata dá benefício fiscal a quem instalar ou ampliar datacenter no país, condicionado a energia renovável e a aporte em desenvolvimento no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Redação Enfoco•
Sancionada a lei que cria regime tributário especial para datacenters no Brasil
Foto Agência Brasil/EBC, licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil

Foi sancionado em 15 de setembro o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A lei concede benefício fiscal a empresas que implantarem ou ampliarem datacenters em território nacional.

Fornecedores de equipamentos e produtos de tecnologia vinculados aos empreendimentos habilitados também podem ser contemplados.

As contrapartidas

O benefício não é automático. A lei associa o incentivo a dois compromissos:

Sustentabilidade. Os critérios incluem o uso de fontes renováveis de energia. Faz sentido prático: datacenter é consumidor intensivo de eletricidade, e o custo de energia é hoje um dos fatores que definem onde a infraestrutura é instalada no mundo.

Desenvolvimento regional. A lei prevê destinação de recursos para programas de apoio ao desenvolvimento industrial e tecnológico, com atenção especial às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O que ainda falta

A regulamentação depende de definições do Poder Executivo sobre procedimentos de habilitação, critérios técnicos e demais condições. Ou seja, a lei está sancionada, mas as regras de quem entra e como entra ainda serão detalhadas.

Esse intervalo entre sanção e regulamentação costuma ser decisivo em regime tributário especial: é nele que se define se o incentivo alcança apenas grandes operadores globais ou também empresas nacionais de porte médio.

Por que o país disputa datacenter

A demanda por capacidade de processamento cresceu com a adoção de inteligência artificial, que exige infraestrutura muito mais intensa que hospedagem tradicional. O Brasil tem três vantagens estruturais nessa disputa:

  • Matriz elétrica majoritariamente renovável, o que atende a exigência ambiental das grandes contratantes
  • Abundância de água e clima que ajudam na refrigeração em parte do território
  • Posição geográfica para servir a América do Sul com baixa latência

A desvantagem histórica sempre foi a carga tributária sobre equipamento importado, exatamente o ponto que o Redata tenta endereçar.

O que muda para quem usa a internet

No curto prazo, nada visível. No médio, infraestrutura instalada no país tende a reduzir latência de serviços digitais e a manter no Brasil dados que hoje trafegam para fora, o que tem efeito sobre custo de serviço e sobre soberania de dados.

Fonte: Presidência da República

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